2 de mar de 2009

Rostos álgidos



Nos últimos dias eu tenho visto o desenho discorrer

Leve, como sempre

Quase dançando

Mas agora visível, audível

Claramente... assustadoramente

Como não vi antes?

Essa é a hora da queda

Queda de máscaras

Enquanto o gis perpassa nossas mentes,

enquanto o gis perpassa nossas almas

Gritando em nós rostos feios,

Desenhando frios, álgidos, pálidos

Faces cansadas que tentam fazer ciência

sem ciência, aciência, paciência, consciência

Sim, hoje eu vejo!

E lamento muito. Por mim!

Lamento as escolhas que fiz

E agora só posso assumir minha sina que (des)construí

admitindo que estou com medo.


Tainã Alcântara

2 comentários:

Mosaicista disse...

Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir

Lady Desdém disse...

Só tatuagem gruda e não sai mais... quer dizer, hj em dia nem tatuagem não gruda mais.