15 de dez de 2009

Satisfações




Mudei o Layout
Como mudo tudo
Buscando que me inspire mais
Estou com saudades de escrever...

Tainã Alcântara

9 de dez de 2009

Gerânio


Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda

Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes

Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga

Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema

Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda  

Marisa Monte

29 de out de 2009

Piadinha Básica, pra descontrair



"Na noite passada, fui convidada para uma renião com 'as meninas'. Eu disse a meu marido que estaria de volta meia noite:
- Prometo!
Mas, as horas passaram rapidamente e a champanhe estava rolando solta. Por volta das 3 da manhã, bêbada feito um gambá, eu fui para casa.

Mal entrei e fechei a porta, o cuco no hall disparou e 'cantou' três vezes. Rapidamente, percebendo que meu marido podia acordar, eu fiz 'cu-co' mais 9 vezes. Fiquei realmente orgulhosa de mim mesma por ter uma idéia tão brilhante e rápida (mesmo de porre) para evitar um possivel conflito com ele.

Na manhã seguinte, meu marido perguntou a que horas eu tinha chegado e eu disse a ele:
- Meia noite.
Ele não pareceu nem um pouquinho desconfiado. Ufa! Daquela eu tinha escapado.
Então, ele disse:
- Nós precisamos de um novo cuco.

Quando eu perguntei o porquê, ele respondeu:
- Bom, de madrugada nosso relógio fez 'cu-co' 3 vezes, depois, não sei, porque soltou um "caraaaaaaaaalhooooo" bem alto. Fez 'cu-co' mais 4 vezes e espirrou, fez mais 3 vezes riu e fez cu-co mais 4 vezes. Daíu a tropeçou no gato, derrubou a mesinha da sala, vomitou no tapete e voltou para a casinha dele"





Minhas considerações a respeito:


1 - Não acredito que ela ficou orgulhosa dessa idéia ridicula!
2- Alguem mais contou a quantidade de 'cu-cos'??
3- Muuuuito boa essa piada!

Tai

15 de out de 2009

Malevolência

Não confuda com Malemolência
Esta é bem agradável
Você não vai querer conhecer a outra
Humor negro em alta ¬¬'

(Inspirado por Bruno Tavares) rs

11 de out de 2009

Imagine

E não é que tem "Virtude" com alcool!!
Quem diria...
E ai? Alguém quer vinho??


(Valeu Carol)

7 de out de 2009

Twittercídio

Perdi a paciência
Para eu's fáceis, descartáveis...
Essa linguagem eufórica, à toa

Meus eu's virtuais viraram tantos
que me deixaram sem tempo pra mim
pra minha vida real

Prefiro ver as flores, à escrever sobre elas
Prefiro sentir minhas emoções, escolher qual delas eu quero
depois transformar num texto pensado, refletido
ou apenas condensado de ideias

Mas não quero mais a irrealidade e superficialidade das descrições monótonas do meu dia dia...


Tainã Alcântara

2 de out de 2009

Enquanto um mundo de meu mundo desaba...

Não sei descrever em frases continuas, coisas que sinto de forma longa

26 de set de 2009

Avião


Tudo está tão quieto daqui de cima que parece não se mover
os carros, as casas, os prédios
tudo lembram uma gigantesca maquete bem feita
e vc seria uma criança sem nada pra fazer,
sentindo a sensação de ser gigante
por cima das nuvens


Tainã Alcântara

14 de set de 2009

Conversa (des)Conexa

- Não conheço. Só Morena. Quer vinho?
- Quero. Qualquer Alcool. Embriaguemo-nos de vinho, de poesia ou virtude... a escolher.
-Virtude não tem alcool!

13 de set de 2009

Lagoa da Pedra Vermelha


Enquanto eu fujo
Sigo cantando
Cantigas, estradar
Novenas e Novelas

Em algum lugar do meu canto
Um canto só seu
Num silêncio dramático

Tainã Alcântara

22 de jul de 2009

Discurso de Oradora – Turma Profª. Drª. Daniela Cisneiros


Boa noite. Antes de tudo gostaria de agradecer, em nome das formandas, a presença de todos os que estão aqui. Alguns vieram de longe, para presenciar este rito de passagem de um ‘mundo estudante’ para um ‘mundo profissional’, resultado de um percurso extenso, ao longo da graduação em quase cinco anos. Agora (finalmente) podemos ser chamadas de Arqueólogas. Fato que não seria possível sem a instrução dedicada de nossos queridos professores, e o apoio de nossos familiares e amigos que nos acompanharam nessa trajetória.

Entramos na primeira turma de graduação em Bacharelado de Arqueologia em uma Universidade Federal do Brasil. Universidade esta, que estava, começando e ainda está dando seus primeiros passos, junto com a gente. Uma Universidade diferente. Pioneira em vários aspectos: foi criada para atender o semi-árido nordestino, é a primeira que atua em três estados; e que não está sediada nas capitais, porque, como costuma dizer a Professora Guidon, "um país só pode ser grande, quando puder permitir desenvolvimento nas suas capitais e seus interiores”. Fizemos nossa história, parte da história da primeira turma desse curso de Bacharelado em Arqueologia e Preservação Patrimonial, parte da história da cidade de São Raimundo Nonato, e da Universidade Federal do Vale do São Francisco, a UNIVASF, que ajudamos a construir.

A construção de um curso como esse, que até esse ano era filho único do Campus Serra da Capivara, perpassa pela competência do Corpo Docente, o comprometimento dos estudantes, a eficiência dos funcionários e o apoio de distintas representações da sociedade, como a Fundação Museu do Homem Americano, que foi e é crucial no processo de instalação e desenvolvimento do curso; bem como a Câmara de Deputados, de Vereadores e a Prefeitura. Mas principalmente, o acolhimento, com o qual, as pessoas de São Raimundo Nonato receberam a nós, que viemos de fora.

Nossa construção pessoal, como profissionais, devemos em grande parte aos Professores do Curso, aos quais apresentamos nossos Parabéns e Muito Obrigada. Parabéns por conseguirem construir um curso de bases teóricas sólidas, que amplia os horizontes e nos oferece a ciência Arqueológica como um vasto leque de possibilidades interpretativas, com grande capacidade de formar consciências. Obrigada por estarem aqui e possibilitarem essa convivência enriquecedora e única que conseguimos atingir, que chegou, em algumas situações, a ultrapassar a fronteira professor/aluno, superando todas as discordâncias (que não foram poucas), e trabalhando juntos na melhoria e consolidação do curso.

Mas, se conseguimos concluir esse curso, foi devido ao apoio de nossos pais e família, que nos permitiram, quando ainda éramos novas demais, deixar nossas casas, e ir para uma cidade, até então desconhecida, perseguir um sonho. Ou pais que observaram suas filhas dobrarem o tempo para conseguir dar conta de mais de uma faculdade e de tantos empregos. Em ambos os casos eles estiveram por perto, nos apoiando em cada decisão, enxugando lágrimas, ouvindo risos. Acompanhando todo o processo de (trans)formação de suas meninas, em arqueólogas. Um processo difícil de amadurecimento. Mas um processo apaixonante, pela própria ciência arqueológica, pela infinidade de possibilidades de descobertas que nos espera na próxima decapagem, e da importância da menor descoberta para recontar parte da historia da qual somos herdeiras. Hoje, arqueologia não é apenas um sonho, mas uma realidade coletiva, que dividimos com nossos pais, irmãos, tios, primos, avós, enfim... Com toda a nossa família.

Também foi importante, durante todo esse tempo, o convívio com nossos colegas da Turma A1, a tão comentada 'Turma das Estrelas', nossos colegas que já terminaram o curso e os que ainda estão por terminar. A convivência, por mais de um ano solitária, foi importante para nossa maturação e a saída do casulo do ensino médio. Discutimos muito, mas também fizemos e consolidamos amizades verdadeiras e leais. Também vale ressaltar a convivência com os alunos da Turma A2, nossos primeiros calouros, parceiros importantes na hora das discussões sérias e na hora das brincadeiras. Com o passar dos anos mais turmas foram entrando, o curso foi crescendo e se enriquecendo de pessoas com talentos próprios, jeitos próprios, nos ensinando a conviver na diferença da melhor forma possível: obrigada aos alunos das turmas A3, A4 e A5.

Vale ressaltar que somos Arqueológas. Concluímos esse curso, com um fato curioso: somos uma turma apenas de mulheres, sete mulheres, estamos desfalcadas porque, infelizmente, Ilca não pôde participar desta cerimônia. Ainda em 2004, quando da inscrição no vestibular, vislumbradas pelo mito do Indiana Jones, acreditamos que seriamos a minoria no curso. Qual foi a nossa surpresa quando percebemos que nós mulheres éramos maioria. Aliás, nessa época ainda éramos meninas, salvo algumas ressalvas.

Em um mundo predominantemente machista, onde em algumas ocasiões as mulheres ainda hoje são descriminadas no campo de trabalho, tivemos a honra e o privilégio de iniciarmos nossa carreira acadêmica ao lado de grandes mulheres. Mulheres que fizeram história na ciência arqueológica, como a Professora Gabriela Martin, aqui representada pelo Professor Demétrio Mutzenberg, cujo livro é referência para a arqueologia do nordeste. Também podemos falar da Professora Anne-Marie Pessis, aqui representada pela Professora Daniela Cisneiros, suas pesquisas são referência na metodologia de análise das pinturas rupestres. A própria Professora Daniela Cisneiros, que é para nós, um exemplo de competência e comprometimento. A Professora Fátima Barbosa, que nunca deixou de nos apoiar e abrir nossos olhos.

E, principalmente, a Professora Niède Guidon, que iniciou a quase quarenta anos atrás, as pesquisas nessa região, que hoje é conhecida internacionalmente como Parque Nacional Serra da Capivara. Pesquisas essas que possibilitaram, entre outras coisas, a instalação do curso aqui e a nossa convivência com essa pesquisadora que é um modelo de coragem, força, dedicação e sabedoria. Tivemos a honra de ter sido suas alunas, o que possibilitou o desenvolvimento e aperfeiçoamento do olhar arqueológico e um grande aprendizado. Obrigada professora por ter aberto as portas da Fundação Museu do Homem Americano e do Parque Nacional Serra da Capivara, patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO.

Além de arqueólogas, temos uma responsabilidade direta com esse e todos os Patrimônios, de preservá-los. A arqueologia nos ensina, em primeiro lugar, a respeitar as diferenças; a respeitar as culturas, os povos, as pessoas, que vieram antes da gente. Mas acima de tudo, a arqueologia nos ensina que somos um resultado de vários processos e que procurar entender nossa história, é o primeiro passo para pensarmos num futuro mais justo.


Tainã Moura Alcântara

26 de mai de 2009

Por Brilho

Onde vá
Onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria
Como doce menestrel

Onda vá,
Onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
A tua menor tristeza
Por no teu sorriso o mel
Onde vá
Vá para ser estrela
As coisas se transformam
E isso não é bom nem mal
e onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
vou ver o teu sinal

Oswaldo Montenegro

29 de abr de 2009

Coisas que só Acontecem em São Raimundo: Parte 1 - Bolo ou Coca?


 


Eu - Você pode me trazer um pedaço daquele bolo de chocolate por favor?
Outro - Ok!
(...)
(...)
(...) 
Um tempo considerável depois: 
Outro - a Coca de um litro acabou, mas a gente tem Pepsi. Posso trazer?
Eu - Não, tudo bem! Traga a Pepsi, mas eu tinha pedido um pedaço do BOLO DE CHOCOLATE!


Nessa série, trarei situações praticamente inacreditáveis que aconteceram (sim, de verdade)  comigo, ou qualquer outra pessoa em São Raimundo Nonato. Sempre tratarei a primeira pessoa como Eu e a segunda pessoa como Outro, se houver, nas próximas quase histórias outras pessoas eu resolvo depois como chamar! :P

As quase histórias virão seguidas por comentários. Por exemplo: COMO UMA PESSOA CONFUNDE BOLO DE CHOCOLATE E COCA COLA?

Espero que gostem!

Tainã Alcântara

17 de abr de 2009

Um Conto sem Fadas...




Era uma vez um rapaz que pediu a mão de uma linda garota:
- Você quer se casar comigo?
Ela respondeu:
- NÃO!
E os dois viveram felizes para sempre.

FIM

(Texto sem autor definido, encontrado no perfil de Paulo Machado)


E quem disse que esse não é um final feliz????

9 de abr de 2009

O que for de Gatos


As vezes me vejo infantil demais
empolgada demais
enganada demais

As vezes me sinto fria demais
calculista demais
previsível demais

As vezes me ouço musical demais
letrista demais
entendida demais

As vezes me cheiro doce demais
boba demais
almíscar demais

As vezes me provo consciente demais
apaixonada demais
chocólatra demais

Nunca sou abandonada
Algo de bom tem que haver
ou um pouco mais

Podem dizer o que for de gatos
O meu não me deixa
sozinha, nunca mais.


Tainã Alcãntara

26 de mar de 2009

Malva e Camomila




Vendo um tipo de amor

que acontece nos sonhos

nos nossos sonhos
um tipo de amor
que acalma a pele

tipo camomila,
ou malva

ou quem sabe os dois juntos

Vendo. Mas não entrego
A não ser no sono
onde as nuvens tem sabores
E o ar é doce
E eu sou para você,
o que você é para mim

Perfeitos. Um para o outro

--
Tainã Moura Alcântara

24 de mar de 2009

"When I fall in blog"


Eu sou super ocupada. Ocupada-ocupada.

Não do tipo que se acha ocupada. Eu sou. Ponto.

Tempo exíguo. Grande coisa, vc nem me conhece.

Aí um dia eu tropecei no seu blog. E, tentei ser blasé, juro.

Mas tropeçar no teu blog me empurrou com força pra um descaminho.

Então fiquei aqui sentada.

Pra que eu não morra soterrada pelas palavras que eu não blogo, eu te escrevi.

Não é uma missiva, talvez, um suspiro.

Pronto, agora posso ir.

Aninha TS por email


Oi Ana,
Não tive certeza que impressão meu blog te causou
mas fiquei feliz que embora você seja muito ocupada
teve tempo de parar para ler as palavras que as vezes escrevo,
as vezes sinto e as vezes publico
e mais, ter algum tipo de reação.
Um blog de fotografia que eu visito sempre tem como lema causar emoções
acho que acabei adotando esse para mim também
Enfim... desculpa a demora da resposta
Mas eu também "sou super ocupada. Ocupada-ocupada."
Queria pedir licença para publicar teu email
Embora já imagine que a resposta seja não
Se você quisesse publicá-lo teria comentado no blog
Mas não custa

Embora não te conheça queria te dizer que gostei de receber teu email.
Obrigada
Tainã Alcântara - Resposta, também por email.

2 de mar de 2009

Rostos álgidos



Nos últimos dias eu tenho visto o desenho discorrer

Leve, como sempre

Quase dançando

Mas agora visível, audível

Claramente... assustadoramente

Como não vi antes?

Essa é a hora da queda

Queda de máscaras

Enquanto o gis perpassa nossas mentes,

enquanto o gis perpassa nossas almas

Gritando em nós rostos feios,

Desenhando frios, álgidos, pálidos

Faces cansadas que tentam fazer ciência

sem ciência, aciência, paciência, consciência

Sim, hoje eu vejo!

E lamento muito. Por mim!

Lamento as escolhas que fiz

E agora só posso assumir minha sina que (des)construí

admitindo que estou com medo.


Tainã Alcântara

28 de jan de 2009

Mosaiciano...


Andei Mosaiciano esses dias
Depois de algumas tentativas
eu cheguei a um que achei interessante
E o mais engraçado disso tudo é que foi quase sem querer
ele simplesmente apareceu
como num por do sol
na nossa cidade maravilhosa
E agora faz parte da minha parte do mundo
E não é que agora ela está mais colorida?
Mais interessante, mais divertida
Como fofoletes vestidas de coelhos para a páscoa!
Em quadrinhos específicos, cada um em seu lugar
alguns mais longe de mim
mas nunca, jamais, esquecidos

Meus Mosaicos



Tainã Alcântara



Mosaicos
Silêncio ao cair da tarde na dor de uma rosa
que decantou poesias, bebeu emoções
que habitavam seu colo em confidências amigas
Trocando mágoas antigas por lindas canções
Me lembro os seus lábios carmins como suas buganvillias
Caindo por sobre os mosaicos na rua do céu
A primavera sorriu, desenhando seus passos
E a rosa fugindo dos laços do seu menestrel
Qual mago se atreveria adivinhar os seus sonhos
Nem mesmo ferindo os acordes da sua canção
A vida da rosa é tão forte quanto a do umbuzeiro
O amor vive em cada batida do seu coração
Duas lágrimas vi nos seus olhos, são estrelas líquidas
Brilhando, descendo seu rosto, caindo no chão
E quem viver cantará sempre as canções da vida
Que embalam os amantes nas noites de solidão.
Wilson Aragão

12 de jan de 2009

Caravana


Composição: Geraldo Azevedo e Alceu Valença

Corra não pare, não pense demais
Repare essas velas no cais
Que a vida é cigana
É caravana
É pedra de gelo ao sol
Degelou teus olhos tão sós
Num mar de água clara