4 de set de 2008

Paciência

"Todas as cartas atacam se estiverem aptas"
Tudo era sobre a Ás de Copas
Todas as cartas
Todas estavam lá por causa dela
E de seu vestidinho amarelo
Mais uma vez ela tinha se perdido,
naquele estranho e sinuoso caminho
de quem quer se encontar

O coringa não era ninguem naquele jogo
Não sabia fazer nada diferente
A não ser jogar bolinhas coloridas para cima
até que uma lhe caiu na cabeça
enquanto ele via a Dama de Espadas
se olhando no espelho d'água
Agora ele enchergava além do espelho, e da água
Conseguia decifrar o misterioso labirinto submerso
no lago, na consciência

Não fazia parte da paciência
nem da maioria dos jogos
Coringa...
Dispensável

Incomparável

Incompleto
Hilário

E Aterrorizador

Talvez a carta mais intrigante do baralho...

Talvez ele não queira mais ficar sozinho!

Tainã Alcântara

"Tudo está muito no início, mas existe, sim,
uma faísca de paixão.
Se você der um empurrãozinho,
o destino se encarregará do resto!"


2 comentários:

Bela disse...

Acredito. E ponto.

Marcos Rodrigues disse...

vc escreve poesia...
boa.