23 de abr de 2008

Inesquecível Chuva




Em meio à chuva
As pétalas ficaram molhadas
Assim como sua pele suada
Que ao mesmo tempo
Que é doce, também é amarga.

Amarga porque assim
Como a chuva ao cair
Você me disse:
Logo irei partir!

Queria poder
Controlar o tempo
Para fazer
Essa chuva durar
O quanto quiséssemos
E assim juntos
Podermos ficar!

Mas a chuva está
Para acabar
E não vou mais me importar
Com o quanto vai durar
O que importa
É que chova
O bastante pra ser inesquecível!

Davi Linhares


Não é simplesmente perfeito esse texto?

Tai

15 de abr de 2008

Ter que esperar



A musicas as vezes falam tudo aquilo que a gente não consegue escrever, nem dizer, nem ao menos pensar!
Esta música, hoje, fala completamente por mim!
Tentei fazer um texto com o qual pudesse relacioná-la
mas ficou impossivel tamanha a veracidade de minha vida nesses versos.
Portanto abro agora nesse blog uma outra categoria que tentei evitar, mas é quase indispensável devido a importância que as musicas têm em minha vida:
"Músicas que falam por mim"

Tainã Alcântara




Ter Que Esperar

Chicas

Composição: Paula Leal

Nunca pensei que eu pudesse sorrir
Ao dizer um adeus pra minha sorte
Que estava por vir
Uma ilusão pra me transformar

Nunca achei que eu pudesse te ouvir
Dizendo um adeus pro teu sonho
Que estava por vir
Uma aflição ter que esperar
Um sonho em vão

E agora o que eu faço depois de sorrir
Com teu sonho incapaz de me ouvir
Me acorde e depois se vá
Deixa eu te reparar como uma invasão

O tempo é que vai passar
A gente só vai rodar
Na mesma ilusão de recomeçar
Jogue tudo pro ar eu estou a flutuar
Na sua ilusão fácil de alcançar



9 de abr de 2008

Deusa Sol



Olha lá!
Quem se passa?

Vai deixando Saudades
Um sorriso tranqüilo alaranjado
Sumindo... sumindo... devagar
Longe daqui
Vai encontrar seu amado
Num pálido e distante fulgor
Num apaixonado
Num momento tranqüilo e rápido
O eclipse a muito esperado!
Por que ela se vai?
A procura de quem?
De um segundo tranqüilo
Sozinha,
Só ela e seu amor
Escondidos atrás da Terra!

Tainã Alcântara

Texto do outro blog! Só pra esclarecer... O "ela" é o sol, e o "ele" é a lua!


Comentários do Outro Blog:

[Caio Tiago]
Ela está com o amor dela e está sozinha? hum... =*

30/10/2006 22:56

RESPOSTA:
ela não está sozinha! tá com ele! tá sozinha do resto do mundo!

[Vam vam]
Ow tai q linduuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!! Adorei...tudo q vc faz eu adoro né? rsrsr Eu espero q vc fike bem mesmo tah? Qlqr coisa sabe meu numero é só ligar,rsrs BJão Te dolo muitão Ai!!! Q saudade........

[sâmara]
ei e a historia do eduardo e da julia ?????????????????????????????????????? vai ter continuação?

27/10/2006 17:41

RESPOSTA:
Júlia e Eduardo
Não sei Sam... mas eu acho que sim! tu tem alguma ideia??

[sâmara] [samf3@hotmail.com]
taiiiiii nem precisa dizer q ta lindu neh.. mas...vo dizer mesmo assim heheh .. TA LINDU teu blog

[carol] [www.flogao.com.br/carolsa]
Como eu já disse tá lindu!!! Até por que não ta tão na cara o que vc quer dizer. Então espero que as outras pessoas tb percebam pra verem como ta massa! bjus


7 de abr de 2008

Sublime Submerção


Eu tenho medo
e sou completamente fascinada pelo espetáculo
tudo começa no primeiro encontro
ou eu vejo, ou eu escuto, ou eu sinto
A novidade está presente e perceptivel

e parece prender todos os meus sentindos

Até que decido adquirir um passe real para um novo mundo

E lá estou eu: toda arrumada, reluzindo de deslumbramento
ansiosa para mergulhar no turbilhão de sentimentos

Então a luz se apaga
E o maestro conduzirá a noite, como à uma orquestra

apresenta os personagens, e o show começa:
malabaristas ateiam fogo ao palco
inflamáveis, inqueimáveis
Trapezistas desafiam a lei da gravidade
em danças suaves e intensas em pleno ar
Libertam-se e agarram-se novamente

Voam, em êxtase

A contorcionista brilha sozinha sob a luz azul

com seus musculos ajustáveis e seus ossos de borracha

Faz tudo parecer possível

O espetáculo segue, me absorvendo
a música me embala
e nesse momento
já não tenho medo do globo da morte
e seria o alvo do atirador de facas

de vendas, segura!

com a maior certeza de que não existe nada mais intenso
nem sublime do que aquela total submerção

me sentindo completa, feliz
O circo encerra sua apresentação da noite

E volto pra casa flutuando
com a certeza de que o picadeiro seria meu lar,

meu amado e tranquilo lar

onde aquela sensação de estar completa não me deixaria nunca
e tenho então o melhor dos sonhos, na melhor das noites
No outro dia o circo ainda está na cidade
E repito o ritual , incessantemente
Em um ponto não me parece mais mágico

e quando volto pra casa não me sinto mais sublime
Só me vem a cabeça as palhaçadas sem graça e as mentiras,
tudo o que parecia espetacular era falso

Até que aquilo me incomoda, me magoa
os Trapezistas parecem não querer voar
e os malabaristas não ateiam mais fogo ao show
As inverdades se tornam insustentáveis
quando percebo que tudo o que eu tinha visto

só eu tinha visto!

Prometo a mim mesma não cair de novo nesse truque velho
nesse encantamento

não falo mais nisso
E permaneço firme na minha decisão.
Pelo menos até a chegada de um novo circo
.
Tainã Alcântara



"Me atirava do alto na certeza de que
alguém segurava minhas mãos,
não me deixando cair.
Era lindo mas eu morria de medo.
Tinha medo de tudo quase:
Cinema, Parque de Diversão, de Circo, Ciganos..(...)

Aquela gente encantada que chegava e seguia.
Era disso que eu tinha medo.
Do que não ficava pra sempre."

in Dadivosa

Composição: Ana Carolina, Adriana Calcanhoto e Neusa Pinheiro