17 de dez de 2008

Café Rosa

Um pouco de café, pra acordar
Um pouco de cor, pra animar
Em homenagem à capa nova do Blog!

Tainã Alcântara

9 de dez de 2008

Abusei Azul



Pra mim Azul, agora, só em seus olhos. Todos os outros tons parecem sem graça.

Tainã Alcântara

1 de dez de 2008

Nosso passado a salvo das britadeiras

Reportagem de: FRANCISCO LUIZ NOEL
Em: Revista Problemas Brasileiros - Cortesia Paulo Zanettini

Pesquisa prévia a licenciamento de obras favorece descobertas e preservação

Se existisse na vida real e morasse no Brasil do século 21, o arqueólogo e aventureiro Indiana Jones estaria salvando relíquias a serviço de grandes companhias antes de os tratores darem início à construção de hidrelétricas, rodovias, gasodutos, fábricas e outras obras de peso. A missão do herói de Steven Spielberg e George Lucas, vivido nas telas por Harrison Ford, seria a mesma que desafia os profissionais brasileiros do ramo. Nove entre dez pesquisas arqueológicas no Brasil são encomendadas por construtoras e outras empresas, como pré-requisito para a obtenção de licenças ambientais para seus empreendimentos.

Vinte anos após a inclusão da arqueologia entre as ciências mobilizadas nos processos de licenciamento, por força da Constituição, o novo campo de atuação dos arqueólogos só faz crescer. Em proporção direta, aumenta o conhecimento sobre o passado remoto e recente dos brasileiros. De 2004 a 2007, das mais de 1,5 mil portarias do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com autorizações de pesquisa arqueológica, 90% destinavam-se a projetos empresariais. De janeiro a agosto deste ano, foram 475 – pouco menos que as quase 500 de 2007 –, indicando que será superada em 2008, com folga, a marca de meio milhar anual.

A obrigação legal do trabalho arqueológico teve o caminho aberto pelo artigo 225 da Constituição de 1988, que determina a elaboração prévia de estudo de impacto ambiental (EIA) "para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente". Os sítios arqueológicos, considerados bens da União a ser protegidos de acordo com o artigo 23, foram assim incluídos nos EIAs. Eles já contavam com a defesa do decreto-lei 15, de 1937, e da lei 3.924, de 1961. E, desde 1986, eram levados em conta pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para a concessão de licenças a grandes empreendimentos.

O Iphan regulamentou os procedimentos da arqueologia de contrato – também conhecida como preventiva – em 2002. Por meio da portaria 230, o instituto determina que a atividade arqueológica seja complementada por projetos de educação patrimonial, para a divulgação dos resultados das pesquisas aos moradores da região estudada. Além de valorizar a importância desse legado histórico, a iniciativa tem o objetivo de fortalecer a identidade cultural da população por meio do conhecimento sobre a vida de seus ancestrais.

Para o Iphan, a arqueologia preventiva vem desempenhando papel de destaque na defesa do patrimônio cultural. "Ela tem sido uma das mais importantes ferramentas para o diagnóstico de áreas pouco ou nada conhecidas, possibilitando a criação de quadros arqueológicos em micro e macroescalas, até então inimagináveis por meio de pesquisas puramente acadêmicas", afirma o gerente de Patrimônio Arqueológico e Natural do instituto, Rogério José Dias. Nesse mosaico de conhecimentos, segundo ele, todas as descobertas e resultados são relevantes: "Uma pequena ocorrência num sítio pode vir a ter significado tão importante quanto os sítios da serra da Capivara".

O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, é o mais cultuado santuário da arqueologia brasileira. Em 1992, numa pesquisa acadêmica, a arqueóloga Niède Guidon, da Fundação Museu do Homem Americano (Fundham), encontrou vestígios humanos de 48 mil anos na localidade do Boqueirão da Pedra Furada. A descoberta – restos de fogueira e artefatos de pedra lascada, num abrigo sob rocha – deitou por terra a antiga tese de que o povoamento do continente data de 12 mil anos, quando grupos da Ásia teriam atravessado o estreito de Bering, alcançado o Alasca e dado início à ocupação das Américas.

Em ritmo de mercado

A arqueologia de contrato ainda não descobriu a sua serra da Capivara, mas os muitos achados e salvamentos feitos a serviço de empresas têm contribuído para lançar luz sobre antigas ocupações humanas em inúmeros lugares do Brasil. Longe de se limitar a vestígios materiais de povos pré-colombianos que viveram em tempos distantes, esse conhecimento produzido antes ou mesmo durante as grandes obras vem abrangendo também a vida social de épocas mais próximas. É o caso do Brasil Colônia, estudado pela arqueologia histórica, e da cultura de grupos indígenas, negros e caiçaras, sob o foco da etnoarqueologia.

Levantamento do arqueólogo paulista Paulo Eduardo Zanettini, com base nas portarias do Iphan publicadas no "Diário Oficial", contabiliza em mais de 200 os arqueólogos à frente das mais de 1,3 mil pesquisas autorizadas entre 2005 e 2007. Ligados a cerca de 210 instituições científicas, organizações não-governamentais e empresas de serviços arqueológicos, eles encabeçam o trabalho de mais de 1,2 mil profissionais, incluídos historiadores, geógrafos, antropólogos, museólogos, arquitetos, pedagogos e fotógrafos. A região sudeste é a mais pesquisada. Entre os estados, São Paulo lidera, concentrando 23% dos trabalhos realizados em todo o país.

Os números do negócio da arqueologia preventiva só tendem a aumentar, embalados pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Com investimentos previstos de R$ 503,9 bilhões em transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos no período 2007-2010, o PAC vem demandando de norte a sul os serviços dessa ciência. Nunca na história da arqueologia em terras nacionais se escavou tanto.

Símbolos do PAC, as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no trecho do rio Madeira entre Porto Velho e a fronteira Brasil-Bolívia, em Rondônia, não fogem à regra. No EIA da usinas, feito de 2003 a 2005, arqueólogos do Museu Paraense Emílio Goeldi enumeraram 44 sítios pré-colombianos – 23 deles com pinturas rupestres. Entre os materiais já resgatados estão objetos de pedra lascada e cerâmica. Outros locais guardam vestígios da ocupação colonial, iniciada no século 18. Na Amazônia, nos últimos anos, linhas de transmissão de energia e canais de hidrovias tiveram o traçado modificado em nome da salvação de sítios arqueológicos.

"A atuação dos arqueólogos no meio empresarial faz parte de um processo natural, que acontece em outros países há muito tempo", afirma a presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), Denise Pahl Schaan. Com 400 associados, a entidade reuniu 1,2 mil profissionais e estudantes no congresso nacional do ano passado, em Florianópolis. Denise, coordenadora da especialização na disciplina na Universidade Federal do Pará (UFPA), destaca a importância da arqueologia de contrato: "Regiões que não seriam objeto de pesquisas acadêmicas passam a ser estudadas. Isso abre oportunidades à produção de conhecimento, à formação de profissionais e à divulgação da arqueologia na sociedade".

Entre os lugares que tiveram o potencial arqueológico desvelado por pesquisas de contrato está a serra dos Carajás, no Pará, onde a mineradora Vale explora ferro e outros minérios. Um dos resultados das ações preventivas em 2003 no vizinho município de Canaã dos Carajás, no entorno da mina de cobre de Sossego, foi a mobilização de mulheres da zona rural para a confecção de réplicas de cerâmicas tupi-guaranis encontradas nas escavações. "As pesquisas na serra dos Carajás tiveram o mérito de ampliar nosso conhecimento sobre a ocupação antiga do território amazônico", afirma a presidente da SAB.

Mais perto do público

Às exposições, oficinas e publicações que vêm dando visibilidade ao patrimônio arqueológico do país, têm-se somado iniciativas como um laboratório montado num ônibus por Paulo Eduardo Zanettini, em 2004, com patrocínio privado e o apoio do Iphan. O arqueobus, como foi batizado, deu suporte a pesquisas de campo da empresa do arqueólogo em Campinas e outras cidades, ao mesmo tempo em que serviu de vitrine para a mostra dos achados, em tempo real. O laboratório itinerante, com computadores e outros equipamentos, foi visitado por mais de 75 mil pessoas em São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Zanettini foi um dos pioneiros da arqueologia de contrato no Brasil. Em 1989, a serviço da Eletropaulo, atuou no resgate da Calçada do Lorena, que ligava São Paulo a Cubatão no século 18. A pavimentação, feita com lajotas de concreto entre 1790 e 1792, foi obra do governador da capitania, Bernardo José Maria de Lorena. Típica da engenharia luso-brasileira, assinala o arqueólogo, a estrada abriu uma nova era na economia do planalto paulista. Vários trechos de seus 50 quilômetros estão conservados e são uma das atrações do Parque Estadual da Serra do Mar.

Graças à consolidação da legislação ambiental e do mercado da arqueologia, o Brasil corre cada vez menos o risco de perder bens preciosos do passado. Entre os erros que o país não deve repetir estão os cometidos na hidrelétrica de Tucuruí, construída entre 1975 e 1984 no rio Tocantins, no Pará. "O reservatório da usina cobriu dezenas de sítios arqueológicos. Na época, a pesquisa de salvamento usou uma metodologia que hoje é considerada ultrapassada", lamenta Denise Pahl Schaan. "De qualquer maneira, a boa notícia é que os sítios não foram destruídos. Só estão debaixo da água, onde, por mais irônico que possa parecer, continuam preservados."

Situação semelhante é a do arraial de Canudos, no sertão da Bahia. Coberto pelo açude Cocorobó, o que restou do povoado erguido pelos seguidores de Antônio Conselheiro, no fim do século 19, é um desafio para os arqueólogos. Na seca de 1999, o local foi pesquisado por Paulo Eduardo Zanettini e Erika González, a serviço da Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia. "Escavar Canudos com a comunidade após o esvaziamento temporário do açude que o encobriu por dezenas de anos foi um dos meus trabalhos mais emocionantes. Tivemos exatos 20 dias, até a chegada das chuvas", conta Zanettini. Foram coletados mais de 2 mil fragmentos domésticos da Fazenda Velha de Canudos, anterior ao arraial.

Campo aberto à pesquisa

A arqueologia preventiva e a acadêmica têm interagido de forma produtiva em vários casos. Um exemplo está em terras acrianas, protagonizado pela presidente da SAB. Dedicado aos grandes desenhos de formas geométricas, humanas e animais traçados por povos pré-colombianos no solo da floresta há mais de mil anos, o projeto Geoglifos do Acre teve início em uma pesquisa de contrato. "A atividade começou num levantamento para a Eletronorte. Hoje, temos dois trabalhos acadêmicos na região, com patrocínio do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e da Academia de Ciências da Finlândia, incorporando quatro universidades e 20 profissionais e estudantes. Já publicamos diversos artigos e um livro", conta Denise.

Frente à dimensão continental do Brasil, a atividade modesta da arqueologia acadêmica, devido ao alto custo, é compensada por sua congênere empresarial também na formação prática de profissionais. Denise explica que sempre procura incluir estudantes de graduação e de pós-graduação nessas pesquisas. "Considero fundamental a participação dos jovens", diz. "Buscamos valorizar a arqueologia acadêmica. O estudante, aspirante a arqueólogo, deve ter como meta profissional trabalhar para o progresso da ciência na academia, que é o local de excelência para isso."

A função formadora da arqueologia de contrato, passo a passo com a produção de resultados, é destacada também pela pesquisadora da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Leila Maria Ribeiro Almeida. "É uma possibilidade extra de estudar e resgatar o patrimônio arqueológico sem depender do financiamento oficial, que é escasso", assinala. Ela observa ainda que a visibilidade cada vez maior da pesquisa em moldes empresariais atrai os jovens para o ofício. "Ao gerar espaço para novos arqueólogos, ela promove o aumento dos interessados e, com isso, faz com que a profissão saia dos gabinetes e se popularize", acrescenta.

Com mais de 15 projetos de contrato no currículo, Leila está à frente de um dos mais notáveis trabalhos de arqueologia empresarial em uma grande cidade brasileira. Iniciado em 2001 para o Metrô de Salvador, com duração prevista de seis meses, o projeto de pesquisa do Campo da Pólvora, no centro da capital baiana, dura até hoje e não pára de render informações sobre a Bahia do século 19. Os pesquisadores esperavam encontrar apenas os alicerces da Casa da Pólvora, que funcionou no fim do século 17 e início do 18, mas viram-se diante de um "cemitério" de objetos usados pela elite baiana depois que dom João VI abriu os portos brasileiros, em 1808.

Mais de 45 mil peças e fragmentos foram coletados nas escavações – de louças inglesas, talheres e outros utensílios domésticos a cachimbos e garrafas de bebidas, de vidros de perfume francês e de remédios americanos a restos de porcelanas da China. Além de receber material de demolições, o lugar foi usado para o descarte de objetos sem serventia nas casas dos abastados da área. Eram médicos, advogados, professores, clérigos e funcionários públicos que consumiam os produtos que passaram a ser desembarcados no Brasil. Seu lixo, soterrado, resistiu às várias intervenções urbanas no local até a chegada das obras do metrô.

"A praça está reurbanizada e, graças ao trabalho da arqueologia de contrato, as informações que o espaço guardava estão recuperadas. Elas vão ficar disponíveis para que urbanistas, sociólogos, historiadores e arquitetos possam usá-las em seus estudos sobre esse trecho da cidade", Leila resume o saldo da pesquisa, que já foi apresentada em 11 exposições. Para a guarda e exibição do acervo, ganha corpo o projeto de um museu, em sintonia com a política do Iphan de deixar os achados nas regiões de origem, a fim de facilitar o acesso de pesquisadores e público locais.

Saldo positivo

A folha de serviços prestados não livra a arqueologia de contrato de reservas no meio acadêmico. Para a ortodoxia científica, prazos curtos e outros fatores da dinâmica econômica podem comprometer o produto final, na comparação com os hipotéticos resultados que seriam obtidos pela pesquisa acadêmica. Pregando a boa convivência entre contratos e academia, o professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Everson Fogolari, doutor com tese sobre gestão em arqueologia, afirma que "descaracterizar um campo de atuação em prol de outro é um grande equívoco".

Com participação em mais de 40 projetos de contrato, Fogolari chama a atenção para as especificidades da pesquisa com moldes empresariais. "Como todo novo campo de trabalho, ela reserva armadilhas que passam pela operacionalidade do arqueólogo, bem como pelo jogo de preços e valores que o mercado capitalista pratica. Vejo colegas despreparados para negociar com o empreendedor, que quer reduzir despesas, exigindo qualidade e pagando pouco", lamenta. "Quem não possui gestão séria e eficaz, dimensionando custos e objetivando ganhos, vai trabalhar de graça e ter sérios problemas de condução das atividades."

O saldo científico da arqueologia de contrato desde a Constituição de 1988 é mais do que positivo, aos olhos da presidente da SAB. "Como em toda profissão e em todo ramo, há bons profissionais e também aqueles mal preparados. O mercado e a concorrência acabam isolando os maus profissionais. Temos ótimos trabalhos produzidos com a arqueologia de contrato. E muitos alunos têm feito mestrado e doutorado a partir desses projetos", ela salienta. Raros há alguns anos, os cursos de graduação e pós-graduação na disciplina são oferecidos em universidades públicas e privadas de vários estados.

Aos puristas, Leila Ribeiro Almeida contrapõe trabalhos como o realizado em Salvador. "É uma resposta àqueles que criticam a arqueologia de contrato. Mostramos a importância dos achados às empresas que constroem o metrô e à prefeitura, que passaram a valorizar a pesquisa, ampliando prazos e desejando a criação do museu", destaca. Mesmo diante de limites, ela ressalta, a pesquisa preventiva revela o potencial arqueológico de um lugar. "Qual é a opção? Proibir os empreendimentos e esperar uma pesquisa acadêmica para a qual não há financiamento nem pessoal suficiente?" Bem ou mal, fato é que, se por um lado nenhuma grande obra sairia do papel no Brasil sem a arqueologia de contrato, são esses empreendimentos que justamente têm possibilitado a realização de diversas pesquisas de interesse na área.

21 de nov de 2008

Dilma em Favre

O lado bom

A direita já atira contra Dilma. Escolhendo o lado dos torturadores, ditadores e inimigos da democracia, a direita procura sujar o passado de Dilma Rousseff. O lado escolhido por Dilma na época do regime militar é motivo de orgulho para os defensores da democracia. Torturada e presa, esse passado é um argumento a favor de Dilma Rousseff, mesmo se a opção da “luta armada” não era a mais adequada, na minha opinião.

A direitona faz circular na internet este suposto curriculum vitae para atingi-la. Minha solidariedade para Dilma e meu respeito pela sua coragem.

Publicado em http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/



Eu voto nela! Já é a hora de termos uma Presidente (com 'e' mesmo: Presidente, e não Presidenta como tem gente que fala por ai. Presidente termina com e, diferente de Prefeito e Prefeita). E a campanha começa agora!

Tainã


Faces






Eu sou
Como a voz do mudo
Como a lógica do bêbado
Como o negro da luz
Eu sou
Como a lua nova
Como a clareira na floresta
Como a cortina transparente
Sou
Como um brinquedo sem pilha
Como um dia de chuva
Meu sabiá é rouco
Meu baião não tem mais Luiz
Tenho olhos de ver
Otras faces de meu mundo
Não falo, mas
tenho ouvidos de ouvir
Sua voz a me chamar
Na minha lógica
2 + 2 é o número que eu quiser
Não tenho lua
Mas o céu cheio de estrelas
Ache, imagine, banho de chuva
E quando você me cala
Sou surdo

Tainã Alcântara

[Narah]
Meninaaa.. Sou amiga de sua irmã.. Inclusive foi ela que me mandou o link do seu blog.. ^^ Adorei suas mensagens..seu blog tá lindo..parabéns moça! =D Beijoo;*

16/06/2007 21:23

[Túlio]
Continua nesse caminho q daqui a pouco vc pode cantar que é Gita. Mesmo que dure pouco, vale a pena ;)

09/02/2007 02:13

[sirley]
Linnnnnnnnnnnndo! Beijos

27/01/2007 18:08

[Caio Tiago]
Maravilhoso o texto Tai.

20/01/2007 16:35

[Luciano Rangel de Sousa] [luciano.rs86@gmail.com]
Porque será que a cada dia que passa eu me impressiono mais contigo... *-) és um ser de 1001 dons... ou 1002, vai saber... :*** adorei!

19/01/2007 01:25

[carol] [www.carolsa.blog.com]
A foto eh perfeita, combinou direitinhu com o texto! "como a lógica do bebado'" adoreiiii isso, pense numa logica massa eh a do bebado! Nem preciso falar q adoro as suas diversas mutações ne?uha bjus lindu texto

19/01/2007 00:08

[Judah] [http://devaneiocoeso.blogspot.com/]
Muito bom, mostrando as várias faces que vivem em ti talvez, que hora nem reparamos, revelando surpresas inesperadas a olhos nus, enfim, rabiscando a própria indentidade. texto lindo! bjus.

18/01/2007 23:17


10 de nov de 2008

Mais um Fim de Semana sem te Ver


É...
Foi mais um,
outro fim de semana sem te ver
e pior, sem noticias suas
Acho que foi culpa minha (deve ter sido)
Estive longe, ainda mais longe
porque pra mim é dificil não está perto de ti
O mais engraçado disso tudo
é que nem sequer te conheço direito
Talvez por isso te queira ainda mais
Não consegui não pensar em você
Porque eu não consigo não pensar em você
todos os dias...

Saudades


Tainã Alcântara

Mais Uma Vez

Composição: Indisponível

Mais uma vez eu vou te deixar
Mas eu volto logo pra te ver
Vou com saudades no meu coração
Mando notícias de algum lugar...
Eu sei, que muitas vezes te fiz esperar de mais
Mas vejo na distância o meu pensamento voa longe demais
Fico imaginando você sofrendo na solidão
Quando eu vou deitar penso em você em seu quarto dormindo
longe de você meu bem, longe da alegria
longe de você meu bem, longe do nosso lá á á á


24 de out de 2008

Mulheres não gostam de Homens Timidos?


Os homens tímidos. Eles ficam tão bem em seus sorrisos encabulados quando estão ao nosso lado e simplesmente não acreditam que estamos na praia, com um nariz vermelho e um chapéu embaraçoso dando cambalhotas e estrelinhas. Eles ficam tão bem quando os olhos tementes nos fitam meio de lado, meio no escuro, quando estamos penteando os cabelos ou maquiando e se deixam perceber, quase sem querer pelo espelho. É incrível como eles ficam bem de branco e como aceitam esse elogio com uma modéstia ora falsa, ora essencialmente pura. E é impressionante como a claridade da cor ressalta as expressões mentirosas e o rubor autêntico. Mas, principalmente, eles ficam bem quando por alguns minutos, talvez horas, esquecem que são tímidos e nos pegam de surpresa enquanto estamos lendo, ou vendo filme, ou apenas pensando e nos dão um beijo inesquecível, inesperado, perfeito. Daquele jeito que acaba nos fazendo rir meio sem folêgo e quando abrimos os olhos nos deparamos com o olhar brilhante, o sorrizo impecável e temos certeza que sim! É esse o homem que queremos conosco. Talvez existam mulheres que não gostem de homens tímidos mas, diante de todos os charmosos detalhes, acredito que eu fique muito bem ao lado de um deles.

Tainã Alcântara

2 de out de 2008

Pausadamente



Era domingo
E naquele dia
O mundo poderia ter acabado

Tainã Alcântara

SIM
Desde que eu te vi
eu te quis
Eu quis te raptar
Eu fiz um altar
Pra te receber
Como um anjo
Que caiu
lá do céu
Não estava voando
Andando
Distraiu-se

SIM
E agora?
Eu quero voltar lá do céu
Eu quero estar de volta
Eu quero ter você quando estiver de volta
Eu quero você para mim

Nando Reis

4 de set de 2008

Paciência

"Todas as cartas atacam se estiverem aptas"
Tudo era sobre a Ás de Copas
Todas as cartas
Todas estavam lá por causa dela
E de seu vestidinho amarelo
Mais uma vez ela tinha se perdido,
naquele estranho e sinuoso caminho
de quem quer se encontar

O coringa não era ninguem naquele jogo
Não sabia fazer nada diferente
A não ser jogar bolinhas coloridas para cima
até que uma lhe caiu na cabeça
enquanto ele via a Dama de Espadas
se olhando no espelho d'água
Agora ele enchergava além do espelho, e da água
Conseguia decifrar o misterioso labirinto submerso
no lago, na consciência

Não fazia parte da paciência
nem da maioria dos jogos
Coringa...
Dispensável

Incomparável

Incompleto
Hilário

E Aterrorizador

Talvez a carta mais intrigante do baralho...

Talvez ele não queira mais ficar sozinho!

Tainã Alcântara

"Tudo está muito no início, mas existe, sim,
uma faísca de paixão.
Se você der um empurrãozinho,
o destino se encarregará do resto!"


3 de ago de 2008

Ciência com Consciência




Num dia desses me colocaram um possível "dilema": - E ai? Ciência ou Capitalismo? Não entendi o porquê da pergunta, menos ainda o porquê do dilema. A resposta mais clara para essa pergunta, e não deveria caber outra, é Ciência. Óbvio!
Mas quando a gente parte para o dia-a-dia do trabalho de campo da ciência, aquela que procura acompanhar o desenvolvimento do país, a gente percebe que não é exatamente assim que o mundo roda, ou que a catraca gira. Nesse mundo louco dos contratos as uvas não viram passas.
A pior parte pra mim é ver nosso patimonio, nossa historia destruida, só por que não tinha quem pudesse pegar um numero. Ou por que é melhor ficar passeando de carro e falando no celular.
Ciência devia ser proibido pra quem não gosta. Mas realmente gosta, ama. Onde erros assim tão inescrupulosos doessem, como doem em mim. Ainda mais o sentimento de impotência por não poder fazer nada.
Esse "dilema" ridiculo deveria ser abolido e a ciencia deveria caminhar junto com o progresso do pais! e SIM é possivel. Tenho que acreditar que querendo é possivel!
Senão terei que fazer outra coisa, rápido, antes que o trator passe por cima.

Tainã Moura Alcântara

28 de jul de 2008

Serás o Meu Amor

[Foto de Sara Saudkova in http://xupacabras.weblog.com.pt]

A música ultrapassa a distância
A distância aumenta a saudade
A saudade viaja na velocidade da luz
E minha luz é você

Você me (con)funde em luz
A luz liquefeita exala a saudade
Saudade que nasceu pela distância
Distância que me faz música

"Serás o meu amor, será amor a minha paz"

Tainã Alcântara

Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca

Chico Buarque

30 de jun de 2008

Desilusão

RED FISH -Foto de Anna Fracassi in (http://xupacabras.weblog.com.pt/)

Não sei o que está acontecendo. Também não sei se quero saber. O fato é que nosso país, assim como outros na América Latina, passou por momentos muito difíceis a pouco tempo atrás. Não era permito falar o que pensávamos, cantar o que queríamos, lutar pelo que achávamos certo. Hoje temos em lei (ao menos) esses direitos assegurados. Tudo o que temos hoje, foi graças a luta de pessoas que não aceitavam a situação como estava, pessoas que foram mortas, pessoas que foram torturadas e que hoje são tratadas como qualquer um. Como se não fizesse diferença. Como quaisquer, como eu, que não vivi esse período tão triste e devastador de nossa história.

Cresci engajada nos movimentos políticos. Buscando da minha forma, já que não vivi a Ditadura Militar, melhorar os níveis sociais que podia, colocando e lutando para colocar, pessoas que não disseminassem o medo nem a submissão, no poder. Pessoas essas, julgando eu, que mudaria de uma vez por todas o sistema hipócrita e ridículo do coronelismo e currais eleitorais. Pessoas que eu acreditava serem dignas, dotadas de valores, que não fizessem ser esquecidas as histórias dos que lutaram por nós, e que me mostraria que essa luta (a deles e a minha) teria valido a pena.

Mas, alguém (não me lembro quem) já disse uma vez: "Quer conhecer um homem, dê poder a ele". Não sei o quão cegas as pessoas podem se tornar dependendo o tanto de poder que detêem. O que sei é que acreditava que a Esperança venceu o medo, quando me dei conta que o medo só renasceu e as pessoas que lutavam foram renegadas e os mesmos hipócritas assumiram o governo vermelho. Não é mais vermelho. Não tem mais ninguem d vermelho! Os Ditadores, coronéis e generais estão de volta... disfarçados de mocinhos. Vestindo estrelas. Quando os militantes se esquecem e vão sendo esquecidos, desitem.

Não quero isso pra mim, nem pra meu estado, nem pra meu município. Mas agora não basta eu querer. As pessoas ainda estão com medo. E a esperança acaba de entrar em coma profundo. Estou completamente, absolutamente desiludida. Sinto-me presa, sem ar, afogando. É muito triste ter que dizer, mas o MEDO vence mais que o bem.


Tainã Alcântara

28 de jun de 2008

Inacreditável




Veio assim de mansinho

Como quem nem queria nada

Fui levando na brincadeira

e quando menos esperei

Já estava completamente encantada


Com um sorriso lindo

Um jeito descarado

Um olhar penetrante, desconcertante

Capaz de me fazer perder a noção do tempo

Me pego pensando em nós dois

Sempre

Todos os dias

E quando te vejo
tenho a certeza
"que a vida é cheia de surpresas,
e a mais linda que ela me apresentou foi você!!!"


Tainã Alcântara


Meu Deus

Vanessa Da Mata

Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo?
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E que ele fará com os seus
Braços de amansar desejos
Boca de beijo
Corpo de tocar
Meu coração muito tonto
Quer sair de mim

Olhos flechando meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Tentação das mais safadas
Sem dor sem penar

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria

Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E o que ele fará com os seus
Braços de arrancar desejos
Olhos de gato
Sabor de hortelã
Meu coração muito louco
Quer chegar-se em mim

Olhos flechando os meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Conclusão das mais safadas
Sem dor sem penar

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais

15 de jun de 2008

Verdades Ácidas

Sharon Stone, na primeira imagem divulgada do novo Instinto Fatal 2


O Que te Resta de Esperança

Teus olhos dizem verdades
Pequenas, vãs, perecíveis
Aparecidas nos caminhos de teus passos
Enganosas, rapinas, normais
Porque eu sou a renovação
E sei ser careta nas horas certas
E porra louca demais nas que me restam
E você, fruta madura, doce e suculenta
Sabe que atrai, cedo ou tarde
Aqueles buracos
Aqueles pássaros sedentos
E você não diz mais “olha aqui fedelho”
Porque você é dor, amargura e medo
Você é criança machucando seu joelho
Agonizando à espera da mãe
E eu sou o que te resta de esperança
Aquela mão sem vícios que te acaricia no rosto
E que mexe em seus cabelos
Aquele olhar de poeta diante da musa
E que adora amores platônicos
O riso do menino na floresta
A preguiça e o prazer de ouvir o som dos pássaros

Breno Lemos


O Que te Resta de Esperança - Resposta

Olha aqui fedelho
Dor, amargura e medo somos todos
A diferença entre você e eu
É que não tenho medo de assumir quem sou
Ou o que sinto
Verdades existem várias: as suas e as minhas
E na verdade mesmo, nenhuma delas é verdadeira
As coisas que você pensa que sabe
Sobre o que meus olhos dizem
ou sobre o que meus passos revelam
São reflexos de seu mundo imaturo
Você não sabe, não consegue, compreender uma mulher
e muito possivelmente nunca será capaz de fazê-lo
Não se continuar se escondendo nessa máscara
de menino malvado
Se permita cair, machucar o joelho
chorar algumas vezes
Sinta na pele o que uma mulher sente
Se quiser algum dia pisar no coração de uma
Minhas esperanças são diversas
Não pense ser o único
Vejo como você me vê
Assustado, impreciso, metódico
O amor, a paixão ou qualquer coisa assim
não segue regras, a não ser uma
E nela, você é apenas um expectador
E eu sou o Poeta e também a musa!


Tainã Alcântara


Agora as explicações:
No mesmo esquema do texto com Melqui, isso se trata de uma relação literária! Espero que gostem!


Tainã

12 de jun de 2008

A Descoberta da Borboleta



Em minha infância, costumava sair para brincar com pessoas que até hoje são importantes para mim, mas as circunstâncias nos separaram. Naquela época, no auge de meus nove anos, nossos problemas mais difíceis se resumiam a decidir qual das várias brincadeiras que gostávamos escolheríamos no dia. Num desses vários dias minhas amigas forma em minha casa chamar a mim e minha irmã para brincar. Nesse dia tomamos um caminho diferente daquele que fazíamos sempre. Em nosso novo caminho descobrimos uma casa recém-construida, simples, muito recuada no terreno e sem um muro que a separasse a rua do jardim. Não tivemos como passar adiante sem parar para admirar tão belo espetáculo de cores e formas. Ao nos aproximarmos do maravilhoso jardim, várias borboletas voaram nos enchendo de um sentimento bom, calmo e ao mesmo tempo emocionante. Observamos por mais algumas frações de segundos e quase que instintivamente entramos no jardim brincamos como se fossemos as borboletas e estas fossem fadas guiando nossa “dança”. Ficamos lá por alguns minutos, sentindo cada segundo de mágica de nossa experiência. Até que, em consenso decidimos por deixar nosso recente paraíso descoberto e seguirmos nosso caminho. Lembro de ter me perguntado o que as borboletas faziam naquele jardim, mas não me lembro de ter descoberto a resposta. A mágica daquele dia nunca nos abandonou e por vários momentos de nossas vidas lembramos saudosas do jardim das borboletas – assim o batizamos nosso secreto mundo de fantasias. Hoje meu mundo mudou as coisas se tornaram mais complexas e os problemas tomaram proporções gigantescas se comparadas aos de minha infância. Me pergunto novamente: O que fazem as borboletas no jardim? O que fazemos no mundo? Naquele dia as borboletas voavam ansiosas pareciam esperar algo que as completassem. Um caçador? Talvez. Mas eu arrisco dizer que esperavam admiradores que as conquistassem, que as fizessem acreditar que viver não é suficiente. E que alguma coisa a mais existe. Das outras vezes que passamos pelo nosso secreto Jardim das Borboletas não tinha mais borboletas e em pouco tempo também não tinha mais jardim. Felizmente ele já tinha sido construído em nosso castelo de sonhos e fantasias onde moram as bruxas, fadas e duendes presentes em nosso mundo infantil. Um castelo onde as borboletas ainda voam valsando a espera das fadas, nosso refúgio particular. Nosso elo secreto.

Tainã Alcântara


[Carol Machado]
ah Tai...que saudades viu!! aff... Esse dia foi perfeito cm mtos outros que passamos juntas, brincando e fantasiando! E era engraçado pq nos sentiamos donas de tudo, logo diziamos que era o nosso paraiso das borboletas..rs Era mto bom!! Daria td pra voltar e viver mto mais intesamente toda a minha infancia! Te amu mto tai e adooorei o texto! Fica uma saudade enooorme!

28/09/2006 22:47

RESPOSTA:
nosso paraíso!! verdade! sabia que tava faltando uma coisa! era o paraíso! agora não falta mais e nosso paraíso das borboletas está completo! lindo! Tenho saudade daquela época tbm! daquele dia principalmente! inesquecível! t amu loh

[Carol]
Primeiro quero dizer que a montagem ficou LINDA, ainda mais que teve meu auxílio moral!uhauhauhauhua Tipo o texto eh muito lindo, mais lindo ainda por saber que aconteceu de verdade, deixa tudo muito mais interessante! Sem querer que vc se sinta mais doque vc ja se sente mas eu adoro o jeito como vc escreve, eh muito difícil ler algo seu que seja entediante e que naum der vontade de terminar, esse texto mesmo eh um exemplo disso e os dois de baixo também, a pessoa fica ansiosa pela próxima palavra, e isso eh muito massa!:)

[Caio Tiago]
Teus problemas não cresceram, apenas você cresceu e mudou a forma de encarar o mundo. Talvez o que esteja faltando para você ver mais borboletas ao teu redor é justamente curtir a tua vida e buscar esse algo a mais. Talvez você precise apenas olhar mais no espelho ou ao teu redor =). Ah... você escreve muitíssimo bem.


[Thiale Moura] [thialemoura@gmail.com]
Tai, belas lembranças, lindas hitórias:D


[ainda Gloria ] [gogodapaz@bol.com]
As borboletas Tainã, simplesmente vivem....

[Anne Barreto]
Tai, lindo texto...engraçado que de tanto vcs falarem disso já viajo junto com vcs...Consegui imaginar vcs nesse jardim! Muito lindo td isso!! A magia da infância é realmente maravilhosa... Parabéns pelo texto, e pelas amigas que tem!! Bjo grande!

Essências da menina de fita no cabelo... Das meninas, aliás!


3 de jun de 2008

"Absolutamente Admirável"



Sempre admirei o trabalho de Chico Buarque, um mestre nas letras e nas melodias. Ouço muito suas músicas e mesmo as que não são de minha preferência , curto decifra-las (tento) e fico boquiaberta com a capacidade singular com a qual Chico junta as palavras.

Seus Romances, nunca tinha lido. Eles causavam em mim, já de antemão, um misto de ansiedade, curiosidade e medo. Me sentia ansiosa por ter nas mãos várias páginas nas quais, com certeza, cada informação seria colocada no lugar exato para que proporcionasse a interpretação mais adequada, onde os fatos seriam contados de forma tal que nenhum outro autor seria capaz de faze-lo. Curiosa para mergulhar num mundo novo e notável, viajando a cada letra. Mas sentia medo de não ser capaz de entender uma só linha do que tinha sido escrito em quase duzentas páginas pelo mesmo Chico do qual me julgava conhecedora de algumas canções, temia que esse meu “não-entendimento” terminasse por me afastar daquele que é o meu favorito dos escritores.

Por fim, respirei fundo e peguei emprestado, com meu padrinho [que, assim como eu (ou mais, possivelmente) é grande fã de Chico], o mais recente de seus romances, Budapeste, 2ª Edição e 2ª reimpressão, que traz a capa mostarda com letras pretas e brancas, publicado no ano de 2003 pela Companhia das Letras.

Demorei-me, um pouco, nos comentários expostos na orelha do livro, destes o que me chamou mais a atenção foi o de Caetano Velozo que dizia ser o livro de Chico “um labirinto de espelhos que afinal se resolve, não na trama, mas nas palavras, como os poemas”, não imaginava o que ele queria dizer, mas me perguntei como um labirinto de idéias poderia se solucionar nas palavras e não na trama, “como os poemas”...

Sei que para escrever um poema o autor goza de um privilégio chamado ‘licença poética’. Segundo esse o poeta pode escrever da maneira que imaginar ser a melhor, sem se prender a regras gramaticais, literárias ou de construção textual. Supus que seria um livro recheado de mistérios poéticos e me apressei para começar a leitura efetivamente: “Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira” (Buarque, 2003: pg. 5).

Vivi a história de José Costa por menos de 24hs. Um livro inusitado, que prende a atenção até a ultima linha. Uma história desconstruida e reconstruída várias vezes que nos apresenta um pouco da magia da “única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita” (Buarque, 2003: pq. 6) e da nossa também (Guanabara, Adstringência, Copacabana...). A história anônima de um homem incomum, como nós todos somos.

Agora eu poderia entender as palavras de Caetano, a grandeza do livro de Chico não estava em seu final feliz, muito menos nas passagens reais. Estava na imaginação do eu-lírico de uma prosa que se resolve nas palavras, não precisava estar tudo bem, bastava ele dizer que assim era, como acontece nos poemas. Chico deixa com esse livro um questionamento de até onde vai a separação de prosa e poesia, se é que ela existe de fato.

Chico, em Budapeste, não me decepcionou (e jamais poderia), ao contrário, fiquei ainda mais encantada com a forma intensa e simples que escreve suas histórias. Uma dica minha de leitura para quem gosta de escrita direta e histórias intrigantes. Um livro de uma vida “absolutamente admirável”.

Tainã Alcântara




Comentários:


[Caio Tiago]
Tai, até mesmo pra resenhar teus textos encantam. Deu até vontade de ler ;). Leia "A Ópera do Malandro", aquilo que é Chico (é uma peça teatral).

12/01/2007 00:02

RESPOSTA:
depois dessa experiencia com budapeste, eu quero mais eh chico! vou ler sim!! bjus


[Thiale Moura]
Chico eh perfeito em tudo

12/01/2007 00:32

RESPOSTA:
concordamos nisso plenamente!


[carol ]
Se eu ja queria ler agora quero mais ainda. Me da de natal ai vai vai vai pleaseee!! bj

12/01/2007 00:40

RESPOSTA:
eu nem tenho... s for comprar eh pra mim! lógico!! kkkkkkkkkkkkkkkkk


[Waldísio Araujo]
. Linda Tainã, Para mim, esse livro de Chico é uma das mais belas obras da história da literatura brasileira de todos os tempos. A forma como ele explora as dualidades que parecem povoar o mundo (Buda/peste é uma cidade dupla, como um dia talvez o será Jua/lina), o eu (Jose Costa / Chico Buarque) e o conhecimento (Ficção / Realidade) é magistral e só não encanta a críticos insensíveis ou sem cultura geral mesmo. Está em jogo no livro um problema filosófico que não conseguimos responder: estamos nós, irremediavelmente, entre a ignorância e a sabedoria, entre o amor e o ódio, entre a vida e a morte? Ou essas dualidades não existem no mundo, mas apenas em nossos cérebros? E o artista, que se coloca entre o verdadeiro e o falso, não seria o melhor juiz disso tudo? Chico Buarque, o escritor, é o homem certo para dizê-lo, ele que sempre esteve entre o pobre e o rico, o erudito e o popular, o homem e a mulher. Leiamo-lo, então. Beijos. .





Talvez a minha preferida das Essências da Menina de Fita no Cabelo!



1 de jun de 2008

Reflexo

Picasso

Em cada um, sou uma
diferente
dependendo da luz
da vista
da mágica
do lápis
do baton
do cabelo
revelando-me
retocando-me
Em nenhum deles me reconheço
Só me surpreendo
Bonita.

Tainã Alcântara

A Mais Bonita
Chico Buarque

Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar

Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei

29 de mai de 2008

Você Pode Me Ver da Forma que Quizer



Escureceu
A noite com seu manto negro
Disfarça os defeitos, os delitos
Tudo fica mais fácil, escuso
Longe da luz do sol
Os sentimentos tomam forma consistente
Acontecem
Intensos e Verdadeiros
Protegidos pela penumbra
Iluminados pelas estrelas
De noite qualquer brilho é forte
O deleite dos apaixonados
O refúgio dos desesperados
Ah noite!
Testemunha secular e mágica
Esconde minhas mentiras
Derruba minhas máscaras
Me faz acontecer plenamente
Crua
Não farei esforço pra te contrariar

Tainã Alcântara


Mais um da Menina de Fita no Cabelo... Primeiro nome do meu primeiro Blog, que hoje está entitulado "Gotículas de Pensamentos Condensados nas Estrelas". Dá uma Saudadee...


Tai


Comentários do Outro Blog:

[nikonman] [joaoespinho@gmail.com] [http://pracadarepublica.weblog.com.pt/]
Belo poema!



[Jairo Sá] [jairoluizsa@yahoo.com.br]
Ah, finalmente consegui colocar o seu link no meu Blog.

05/04/2007 21:43

RESPOSTA:
Obrigada!!
Eu tenho onde me espelhar! =D


Jairo Sá] [jairoluizsa@yahoo.com.br]
"Gotículas de Pensamentos Condensados nas Estrelas" Ao ler este título lembrei: "Em cima do arranha-céu Tem o céu, tem o céu. E depois tem outro céu sem estrelas. Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva. Que tem gotas tão lindas Que até dá vontade de comê-las" In "Maracatu Atômico" de Jorge Mautner e Gilberto Gil

05/04/2007 21:41


Jairo Sá] [jairoluizsa@yahoo.com.br]
Você tem realmente muito talento. E não é, definitivamente, coisa de padrinho babão. Beijos, Jairo

05/04/2007 21:31

[judah] [devaneiocoeso.blogspot.com]
Bela visão da noite, tal como ela é, escura silenciosa, dos boêmios e gatos =). Muito bom mesmo, bjus

02/04/2007 13:57

[carol]
Ta linda a foto! E o texto muito massa, merecia ir para o mural se por acaso estudassemos só numa universidade mas como lá tb eh um sanatório, e um zoologico fica complicado ne?! ah tu tb eh umanjo! bjus

29/03/2007 20:1

[Caio Tiago]
Depois da tempestade... a bonança. Tá lindo o texto, muito agradável de se ler.

29/03/2007 19:32

Taxímetro



Eu tava andando na rua,
chovia e tava calor.
Como um taxímetro o olhar registrava
e me cobrava tudo o que já passou.
E você me odeie e eu entendo
e Deus Passou lotado por nós.
Não, não esqueça que a cabeça abandonou minha voz.

A gente andou pela Lua,
mas nunca andou de metrô.
Eu só estranhava quando te via nua
e preferia de vestido bordô.
E você me odeie e eu entendo
e Deus passou lotado por nós.
Não, não esqueça que a cabeça abandonou minha voz.


Oswaldo Montenegro

18 de mai de 2008

Zeca Hit



Zoada, um cheiro bom
Zabumba tocando no salão
Zunindo, ao longe, um apito compassado
Zeloso. Enfeitando ainda mais aquela noite de São João

Zangado num canto está Francisco
Zonzo com tanto barulho, aguniado com tanta confusão
Zomba Adelina faceira, convidando-o à dança
Zabumbando pela festa, ao ritmo do Baião

Zoeira como essa só se vê no Nordeste
Ziriguidum arrochado no sertão


Tainã Alcântara



Texto que escrevi para participar do concurso de Zeca Baleiro! Todas as frases deviam iniciar com palavras começadas por z! Na verdade não tinha exatamente qe começar com Z, mas eu tinha entendido assim, e claro que pra mim ficou ainda mais dificil do que era pra ser. Resultado: não ganhei o concurso! :P
Mas gostei do texto, lembra o São João (claro!) que ultimamente vem lembrando muito de mim e eu dele. Chega logo São João, em Bonfim, lógico!
Esse Texto foi publicado Originalmente no outro blog, mas como pretendo passar todos os textos de lá pra cá... 06/07/2007 a data original!
Tainã


Comentários do Outro Blog:

[carol]
brincar de atualizar eh otimo!

25/07/2007 19:57

[Caio Tiago]
lol....................................................................................................................................................................... ................................................................................................................................... ...................................................................................................... Você ganhará! Já ganhou!

09/07/2007 21:59

[carol]
certo naum existe a porra de um significado pra zazueira mas mesmo assim vc poderia ter colocado ne? muito chataaaa mas de qq maneira sem minha ajuda ficou legal!hauhauah bj


14 de mai de 2008

Ufa! Passou o dia das mães!

Imagem retirada do filme Mulheres Perfeitas




Hoje, segunda feira dia 12/05/2008 é o primeiro dia após o dia das mães desse ano, ainda bem!
Nada contra as mães, nada mesmo. Até pretendo ser mãe um dia. Também não é nada contra ter um dia especifico para homenageá-las. Já que fizeram tanto por nós durante toda a nossa vida, isso é o mínimo que poderíamos fazer por elas. Eu acho tão importante o dia das mães que gostaria de tê-lo aproveitado para mandar uma carta para minha mãe, pedindo desculpas pelas tantas brigas que tivemos esse ano, e só deixando mais claro ainda que a amo com todas as forças de meu coração e que não tem nada mais importante em minha vida que minha família. Mas quando me dei conta estava escrevendo na véspera e com certeza a carta não chegaria às mãos dela a tempo.
Então, por que estou aliviada de ter passado o dia das mães? Porque agora, as poucas horas que passo em frente a televisão vão em pouco tempo (creio que uma semana) estar livres dos anúncios sem criatividade que nos lembra massificamente o mundo machista em que vivemos.
Parece-me que as lojas de departamentos estão realmente interessadas em prender as mulheres, aliás, é bem pior que isso, em prender as nossas mães, dentro de casa, mais especificamente na cozinha, ou na área de serviço. A variedade de presentes que as propagandas oferecem é realmente muito alta: vai de máquina de costura à jogo de talheres, passando é claro pela máquina de lavar.
Gostaria de deixar bem claro que não se trata de uma critica às mulheres que trabalham em casa, mulheres essas que são fortes o suficiente para lidar exclusivamente com os problemas domésticos, que não são poucos, e os de convivência dentro de um espaço tão pequeno de uma casa. Mas se trata de uma crítica aos filhos que compram e à oferta de presentes para as mães que só farão ela trabalhar mais (ainda mais) dentro de casa.
Eu vi o que considerei o cúmulo: uma propaganda de liquidificador "Só 19,90 e a mamãe vai realmente adorar!!". Eu nunca dei um liquidificador a minha mãe e quando eu tiver um filho espero que ele também faça isso. Na real, qual mãe iria adorar ganhar um liquidificador?? "Faça mais vitaminas de bananas para a gente mãe!" Ou então "Mãe, por que não bateu a sopa? Eu não te dei um liquidificador??”.
Na minha visão este gesto indica que as mulheres estão no mundo para servir aos homens, que nossas mães não fizeram mais que a obrigação em nos criar da melhor forma que encontraram e que elas nem pensem que irão ficar um dia longe do trabalho, pois é um fardo feminino desde a pré-estória cuidar das crias, dos alimentos e da organização das ocas ou das cavernas, pra quando o macho chegar de um longo dia de caçada com um troféu mais ou menos do tamanho de uma preguiça gigante estar com tudo em ordem e a comida na mesa.
Toda forma de preconceito é inaceitável, completamente e absolutamente inaceitável! O Brasil tem, talvez, o pior tipo de todos os preconceitos: o camuflado. Podemos ouvir os coros gritando: - Não temos preconceito contra os negros (ou contra os brancos - dependendo de quem diz), nós somos uma sociedade igualitária! Mas ainda assim podemos enxergar, sentir, claramente o abismo social que separa essas duas, digamos assim, "classes".
Da mesma forma todos dizem: "Igualdade entre os sexos é uma realidade no Brasil, temos mulheres caminhoneiras!!" Quando a gente sabe que essa afirmação não é exatamente verdadeira. É fato que hoje podemos usar calças sem ser chamadas de sapatas, podemos freqüentar as universidades, podemos votar e ser votadas. Mas ainda recebemos salários mais baixos na maioria dos empregos, ainda somos vítimas de atitudes invasivas e assédios de todos os níveis, ainda somos tratadas como escravas do lar, correndo o risco de ser castigadas cruelmente se não cumprirmos o que chamam de nossos deveres, ou ainda temos a possibilidade de apanhar de algum louco na rua ou dentro de casa só por que ele estava de mau humor. Ainda temos que agüentar nossos chefes passando a mão em nossas pernas e ser coagida a perder o emprego caso denunciarmos.
Além disso tudo, ainda temos que ganhar jogos de panelas nos dias das mães, nos lembrando que estamos aqui pra servir toda essa sociedade machista e hipócrita. E estar agradecidas, pois eles não abrem mais as portas dos carros, não pagam mais as contas e não mandam mais flores.
Viva a Igualdade dos Sexos!


Tainã Alcântara

23 de abr de 2008

Inesquecível Chuva




Em meio à chuva
As pétalas ficaram molhadas
Assim como sua pele suada
Que ao mesmo tempo
Que é doce, também é amarga.

Amarga porque assim
Como a chuva ao cair
Você me disse:
Logo irei partir!

Queria poder
Controlar o tempo
Para fazer
Essa chuva durar
O quanto quiséssemos
E assim juntos
Podermos ficar!

Mas a chuva está
Para acabar
E não vou mais me importar
Com o quanto vai durar
O que importa
É que chova
O bastante pra ser inesquecível!

Davi Linhares


Não é simplesmente perfeito esse texto?

Tai

15 de abr de 2008

Ter que esperar



A musicas as vezes falam tudo aquilo que a gente não consegue escrever, nem dizer, nem ao menos pensar!
Esta música, hoje, fala completamente por mim!
Tentei fazer um texto com o qual pudesse relacioná-la
mas ficou impossivel tamanha a veracidade de minha vida nesses versos.
Portanto abro agora nesse blog uma outra categoria que tentei evitar, mas é quase indispensável devido a importância que as musicas têm em minha vida:
"Músicas que falam por mim"

Tainã Alcântara




Ter Que Esperar

Chicas

Composição: Paula Leal

Nunca pensei que eu pudesse sorrir
Ao dizer um adeus pra minha sorte
Que estava por vir
Uma ilusão pra me transformar

Nunca achei que eu pudesse te ouvir
Dizendo um adeus pro teu sonho
Que estava por vir
Uma aflição ter que esperar
Um sonho em vão

E agora o que eu faço depois de sorrir
Com teu sonho incapaz de me ouvir
Me acorde e depois se vá
Deixa eu te reparar como uma invasão

O tempo é que vai passar
A gente só vai rodar
Na mesma ilusão de recomeçar
Jogue tudo pro ar eu estou a flutuar
Na sua ilusão fácil de alcançar



9 de abr de 2008

Deusa Sol



Olha lá!
Quem se passa?

Vai deixando Saudades
Um sorriso tranqüilo alaranjado
Sumindo... sumindo... devagar
Longe daqui
Vai encontrar seu amado
Num pálido e distante fulgor
Num apaixonado
Num momento tranqüilo e rápido
O eclipse a muito esperado!
Por que ela se vai?
A procura de quem?
De um segundo tranqüilo
Sozinha,
Só ela e seu amor
Escondidos atrás da Terra!

Tainã Alcântara

Texto do outro blog! Só pra esclarecer... O "ela" é o sol, e o "ele" é a lua!


Comentários do Outro Blog:

[Caio Tiago]
Ela está com o amor dela e está sozinha? hum... =*

30/10/2006 22:56

RESPOSTA:
ela não está sozinha! tá com ele! tá sozinha do resto do mundo!

[Vam vam]
Ow tai q linduuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!! Adorei...tudo q vc faz eu adoro né? rsrsr Eu espero q vc fike bem mesmo tah? Qlqr coisa sabe meu numero é só ligar,rsrs BJão Te dolo muitão Ai!!! Q saudade........

[sâmara]
ei e a historia do eduardo e da julia ?????????????????????????????????????? vai ter continuação?

27/10/2006 17:41

RESPOSTA:
Júlia e Eduardo
Não sei Sam... mas eu acho que sim! tu tem alguma ideia??

[sâmara] [samf3@hotmail.com]
taiiiiii nem precisa dizer q ta lindu neh.. mas...vo dizer mesmo assim heheh .. TA LINDU teu blog

[carol] [www.flogao.com.br/carolsa]
Como eu já disse tá lindu!!! Até por que não ta tão na cara o que vc quer dizer. Então espero que as outras pessoas tb percebam pra verem como ta massa! bjus